25 Junho 2009
DIPLOMA PARA JORNALISTA
Sei que estou mexendo em casa de abelha! Mas sou contra TODO corporativismo. Sou contra as pessoas defenderem seus pares por serem seus pares, independentemente de seus pares estarem certos ou não. Só aceito pai e mãe defenderem a honra do filho bandido. Mas paro por aqui. Corporativismo, não! A justiça acaba de permitir que as empresas jornalísticas contratem jornalistas sem diploma. Claro! O contrário é que era um absurdo.Não é o diploma que faz o jornalista! Como não é o diploma quem faz a bailarina, cozinheiro, jogador de futebol ou o tocador de saxofone. Mas não vou esperar que os jornalista, e alguns meus amigos, com ou sem diploma, venham em defesa desta tese. Mas jornalismo se aprende nos cursos básicos, aprendendo a escrever e falar. Falar e escrever bem, além de um dom, pode ser aprendido em qualquer boa escola secundária, e não é preciso universidade para isso. Faro e tino jornalístico não se ensina, se nasce com ele ou nunca se terá!
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18 comentários:
Sem falar que, assim como existem muitos jornalistas competentes, existem muitos outros que nem sabem escrever. E olha que eles cursaram faculdade de jornalismo.
Eduardo,mexeu mesmo em vespeiro!...rsss...Tem muito jornalista que vai ficar bravo,mas a verdade é que em toda profissão existe aquele que tem o dom,mas a faculdade deveria aprimorar,mas não o faz por ser incompetente como em toda a educação desse país!Abraços,
Um dom, como a música ou as artes em geral. Separação entre um simples executante e um verdadeiro artista.
...e os que têm faro jornalístico são apeticiveis!!!
Investigam e fazem notícia de tudo o que influencia a sociedade.são inspectores sábios...sábios inspectores!
Sou contra.
E está difícil se achar quem escreva bem.
Saramago critica a todos, que hoje se escreve mais, mas mal.
Bom, meu caro, sou jornalista desde 1988, com diploma, e fico muito á vontade para criticar essa decisão do STF (será preciso diploma para ser um bom advogado ou juiz?rsrs) porque sempre fui um crítico contumaz do curso de jornalismo nas faculdades. Quatro anos é um tempo absurdo, que como outras faculdades, tentava suprir a indigente educação que temos na base e no fundamento de nossas escolas, principalmente as públicas. Bom, mas extinguir por completo um diploma ou certificado, seja lá que nome tenha, também foi um exagero. Para ser jornalista não basta escrever e falar bem, ter coragem para ir atrás de denúncias e boas histórias. Há técnicas de redação para diferentes formas de matérias, há técnicas de edição, legendas de fotos etc. Isso se ensina em um curso de Jornalismo, que poderia durar um ano ou um ano e meio. Do jeito que ficou, não nas grandes empresas, que têm mais cuidados e alguma ética, mas nas pequenas, que já usavam e abusavam de estagiários, vão fazer a festa com qualquer um que se apresente por uns trocados para tocar seus jornais, sites, rádios etc. O salário, já achatadíssimo, irá para o subterrâneo das abissais profundezas do mundo. Tá certo, foi exagero também.rsrs
Forte abraço,
Eduardo Lamas.
Meu caro Eduardo,
você em outras palavras acabou concordando que fazer uma faculdade para APRENDER a fazer jornalismo é um exagero de tempo e de pretensão! Não se pode comparar um médico ou um advogado a um jornalista, por mais especializado que seja! E em sendo muito especializado, como jornalismo econômico, ou cultural, é melhor delegar a um economista/jornalista, e a um crítico artístico/jornalista e assim por diante! E esta claro que não basta saber escrever bem, é preciso ter um mínimo de i9nteligência para inovar, participar e se sobressair nas redações! Mas nada disso se "adquire" numa faculdade, nem com os seis anos de curso. E por fim , me da razão, quando afirma que a exigência do diploma, só serve para manter o nível salarial, corporativista da classe! Mas sindicatos existem para isso. E para fazer parte deles não se exige diploma, muito pelo contrário, haja visto o Lula!
Mas fico por aqui, pois respeito o ponto de vista diverso do meu. Mas não me convence! Acho que a qualidade do profissional não se mede pelos diplomas que tem, e sim pela sua história de vida profissional.
Forte abraço e vonte sempre, pois sua opinião me é muito importante!
Eduardo
Cutuquemos a cumbuca.
Lembro de uma certa expressão, de um certo jornalista, um tal de Mino Carta. Segundo ele a grande pergunta que deve orientar qualquer trabalho jornalístico é : " a quem interessa ? ".
Portanto ... a quem interessa, hoje, a queda do diploma ?
Imagino que principalmente aos órgãos da grande, média, mini e micro imprensa "golpista". E também à não golpista.
Achatamento de salários e rendimentos de prestadores de serviços é uma realidade em todas as áreas, e promovido por ... ações corporativistas dos detentores dos donos do capital do setor envolvido.
É óbvio que salários despencarão. E sindicatos, uma piada pensar neles, particularmente na área de prestação de serviços.
E o argumento que os cursos de jornalismo são uma bosta pouco acrescenta à discussão, todos os cursos universitários ESTÃO uma bosta. Nenhum médico, engenheiro, advogado,etc, etc, etc, sai da faculdade como um " profissional".
Leva ainda uns cinco anos, no mercado de trabalho, para aprender suas profissões ( aliás os médicos são meio que obrigados á essa extensão do curso, dois anos de residência, não é ? E os advogados tem prestar aquela emblemática prova da OAB, ah, ah )
Lembrando da velha piada do flagrante de adultério, mais uma vez tiraram o sofá da sala.
O que deviam ( devíamos ) estar discutindo é a absoluta falta de qualidade dos cursos, todos, do jardim de infância à universidade.
Na hora que a sociedade percebesse que frequentar a universidade seria um efetivo diferencial de formação cultural e profissional, aí sim , poderíamos eliminar todo e qualquer diploma, teríamos então a seleção natural profissional.
Correção : ...." ações corporativistas dos detentores do capital do setor envolvido "
Peri,
obrigado por cutucar...
Tem toda razão em diagnosticar como absolutamente deficientes e falhos todos os cursos superiores! Maqs essa é uma outra questão, e muito mais complexa e de difícil solução. Sobre o assunto seriam nescessários outros posts e outros debates, mesmo porque sou contra a profusão de cursos universitarios no Brasil. O que nós precisamos e não é de hoje, é de cursos medios proficionalizantes, e aí sim caberia o de jornalista, encanador, eletricista e marceneiro. Só assim não teriamos caixas de banco formados em engenharia ou economia! As universidades em menor número, com uma qualidade muito superior, só formariam profissionais para sairem das universidades para o mercado de trabalho, cada dia mais exigente e diversificado. Mas exigir diploma de publicitário, cozinheiro, jornalista, e modas é um absurdo. E o valor pago a esses profissionais vai sempre depender da oferta e procura, lei do mercado, e quantativamente diretamente relacionado à qualidade do profissional, que como já vimos independe de diploma! Portanto o diploma é só e tão sómente uma reserva de mercado, odiosa, como todas as reservas!Abaixo o corporativismo de todos os níveis e carreiras. Viva a competência.
Lastimo não poder concordar integralmente com sua opinião!
Edu
Não há o que lastimar, da discordância nasce a luz ... ou às vezes, mais trevas, eh, eh.
A melhor piada que li à respeito foi do Tutty Vasques : " agora que não precisa mais de diploma, já tem garoto pensando em ser jornalista só para não ter que estudar ".
Eu acho que não faz mal à saude de ninguém sentar a bundinha numa carteira escolar e estudar. Acho que qualquer profissão tem lá uma parte teórica que só se aprende na escola.
Concordo com você, o ensimo superior oficial cai pelas tabelas e o particular virou um rentabilíssimo negócio e se banalizou. Se você passar distraído na frente de um desses " campus" que pipocam por aí é capaz de te raptarem lá prá dentro e te soltarem uma semana depois com um diploma na mão.
Quanto às escolas técnicas meu filho fez o ensino médio, em uma que prima ( primavava? ) pelo nível de excelência, o CEFET-SP. Seis semestres de curso, onde os meninos tiveram pelas minhas contas, uns 4 semestres e meio de aulas em função das contínuas greves de professores ( funcionários públicos federais ), via os "128" diferentes sindicatos que atuam na área. Vide por ex o que tem acontecido na USP ( sobre isso aproveito e recomendo o texto à respeito do blog O Balaio do Kotscho do grande jornalista Ricardo Kotscho )
Acho essa questão do diploma um excelente gancho para iniciar essa ampla discussão sobre ensino. Mas tenho certeza que não vai acontecer nada em nosso cada vez mais malemolente país.
Peri,
o ensino passou a ser mais um NEGÓCIO comercial, e aquela vocação de mestres do passado, foi substituida por professores na maioria muito despreparados, apesar de portadores de diploma! Mais uma vez, não se culpe o baixo nível das redações, pela falta de diploma! Não será o diploma que melhorará o nivel das redações, mas certamente assegurará um patamar salarial, muito conveniente para os diplomados. Mas será assim que se controe uma nação?
O tema é por si só polêmico, e a "cumbuca" ainda atrairá muitas mãos diplomadas....
Meu nobre amigo: Sou profissional da imprensa e concordo em 90% daq sua postagem. O corre que,tb é necessaário boas escolas(em todos os níveis) e alterações nos códigos civil e penal.(Roy Lacerda).
Como eu ja falei e repito isso nao dura muito tempo nao..vc vera..e pode apostar...ate qndo eles chegam com isso...
abraçao
Eduardo!
Concordo com vc. numa das respostas dadas acima, de que diploma não da o conhecimento suficiente dentro da nossa área profissional> Temos que correr em busca dele, sempre. A capacitação continuada ajuda a muito a fazer as nossas reciclagens profissionais. Quanto mais sabemos, melhores ficamos.
Desculpe não ter vindo antes. Mas estava um pouco complicado.
Gosto muito das suas ideias e do seu trabalho.
Este momento de discussão proposta ajuda cada vez mais as pessoas, correm atras do saber e estarem atentas a tudo.
Gostri da frase:" E para fazer parte deles não se exige diploma, muito pelo contrário, haja visto o Lula!".
É isso dai. Nós quem lutamos, estudamos, corremos atrás, não podemos perder para.....
Um abraço.
Te espero em meu blog. Curiosa. Pois, outro dia, o meu desabafo, referente ao meu blog. os problemas que ocorrem. Outro dia, com tempo passe lá.
Ficarei feliz com sua visita.
Sandra
Se caso vc. quizer ir até acuriosa e verificar, está com o tema: Sumiço do Blog. Criei até um selinho. Pode levar junto.É um presente meu.
De repente vai ter que buscar no arquivo, do blog.Agradeço desde já os comentários deixado no blog da Marcia. Fiquei muito feliz, com o némero de pessoas que vieram me visitar depois, deixando a sua solidariedade, bem como no blog dela.
Vi que apesar de tudo ainda temos muitas pessoas sérias participando dos blogs.
Valeu amigo.
Sandra
Bom, acima na minha opinião esqueci de acrescentar algo fundamental pra uma boa escola de jornalismo: a técnica de entrevista. Alguém acha que o Jô Soares entrevista bem? Pois é, acho que ele como entrevistador é um ótimo comediante. Se ele tivesse a humildade de freqüentar uma boa aula de jornalismo aprenderia que é preciso deixar o entrevistado falar, não o interromper no meio do raciocínio; que ele é que é a estrela do programa e não o entrevistador; que é preciso se informar bem sobre quem será entrevistado, que as perguntas não devem ser longas e que considerações pessoais são descartadas, demonstrar intimidade com o entrevistado não é recomendável... Já vi que o debate pegou fogo, e isso é muito bom.
Abs a todos,
Eduardo Lamas.
Alguns renomados jornalistas, como Cora Ronai, Reinaldo Azevedo e JOão Ubaldo tiveram coragem para dizer o mesmo. Não que suas opiniões sejam indiscutíveis, mas principalmente por serem ótimos jornalistas servem como boa referência.
E, hoje, de que serve esse diploma quando até mesmo nos curso de Direito há semi-analfabetos?
Quem não for bom, com ou sem canudo, será devidamente afastado.
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